Uberlândia

Financiamento imobiliário cresce 23% em 2026: o que o crédito aquecido muda para Uberlândia

Mesmo com juros altos, o financiamento imobiliário no Brasil cresceu 23% no 1º semestre de 2026. Entenda o que puxou o crédito e o que isso muda para quem compra, vende ou trabalha com imóveis em Uberlândia.

3 min de leitura
Vista aérea da Praça Tubal Vilela, no centro de Uberlândia

Crédito imobiliário cresce 23% no semestre

Mesmo com a Selic em dois dígitos e o crédito mais caro, o financiamento imobiliário no Brasil cresceu 23% no primeiro semestre de 2026, segundo dados do setor divulgados em outubro. O número surpreendeu analistas: a lógica dizia que juros altos afastariam o comprador. Na prática, quem precisa morar não esperou — e o banco seguiu emprestando.

Em Uberlândia, o efeito é visível no balcão. A cidade vendeu 2.746 apartamentos no primeiro semestre, alta de 8,8% sobre 2025, e boa parte dessas operações passou pelo financiamento bancário. Quando o crédito gira, todo o mercado gira junto: comprador fecha negócio, incorporadora lança mais e o proprietário de imóvel usado ganha liquidez.

Por que o comprador voltou antes da queda dos juros

Três fatores explicam o movimento. O primeiro é a antecipação: quem acredita que os juros vão cair prefere financiar agora e amortizar depois, em vez de disputar imóvel num mercado aquecido daqui a um ano. O segundo é o aluguel em alta — com o índice FipeZAP mostrando locação residencial subindo acima da inflação, a parcela do financiamento voltou a competir com o aluguel em várias faixas de preço. O terceiro é o estoque: Uberlândia segue com oferta ampla de unidades novas e usadas, o que dá poder de negociação a quem chega com crédito aprovado.

Há ainda o efeito Minha Casa, Minha Vida. O programa respondeu por fatia relevante dos financiamentos do semestre, e em Uberlândia já há 448 apartamentos do MCMV anunciados pela MRV no bairro Tubalina, o que deve manter o crédito subsidiado aquecido em 2027.

O que isso muda para cada perfil

Para quem compra: crédito aprovado virou o melhor argumento de negociação. Com estoque alto, o vendedor aceita desconto maior de quem não depende de vender outro imóvel para pagar. Simule em pelo menos três bancos — as taxas variam mais do que parece.

Para quem vende: se o seu imóvel está parado, o problema raramente é falta de comprador financiado. É preço fora da realidade ou pouca visibilidade. Compradores existem; eles é que ficaram mais criteriosos.

Para corretores e imobiliárias: o comprador de 2026 chega sabendo a taxa que conseguiu no banco e o teto do que pode pagar. Quem domina as regras de crédito — enquadramento, uso de FGTS, amortização — fecha mais rápido.

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Perguntas frequentes

O financiamento imobiliário realmente cresceu em 2026?

Sim. Os financiamentos imobiliários no Brasil cresceram cerca de 23% no primeiro semestre de 2026, mesmo com juros elevados, puxados pela demanda reprimida e pelo Minha Casa, Minha Vida.

Vale a pena financiar agora ou esperar a Selic cair?

Depende do imóvel e do desconto. Compradores que negociam bom preço hoje costumam compensar o juro alto e ainda podem renegociar ou portar o contrato quando as taxas caírem.

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