Goiânia lidera alta mensal dos aluguéis em setembro — FipeZAP aponta avanço de 1,15%
Aluguel residencial em Goiânia subiu 1,15% em setembro, a maior alta mensal entre as 36 cidades do FipeZAP. No país, locação acumula 7,11% em 2026, quase o dobro do IPCA.

A maior alta mensal do país
Goiânia liderou o ranking de alta mensal dos aluguéis residenciais em setembro de 2026, com avanço de 1,15% — o maior percentual entre as 36 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP. Os dados foram divulgados nesta semana e repercutidos pelo Mais Goiás.
O resultado contraria a tendência nacional de desaceleração. O índice geral de locação subiu 0,52% em setembro, após 0,55% em agosto, e acumula 7,11% em 2026 — quase o dobro do IPCA de 3,95% no mesmo período. Em 12 meses, os aluguéis do país avançaram 9,13%, ante 5,51% de valorização dos imóveis à venda.
Por que o aluguel corre mais que a venda
A explicação passa pelo crédito. Com juros ainda elevados e regras de financiamento mais restritivas, parte das famílias adia a compra da casa própria e permanece no mercado de locação. A demanda por aluguel cresce, a oferta de imóveis disponíveis não acompanha, e o preço responde rápido — contratos de locação se ajustam muito mais depressa do que negociações de compra e venda.
Em Goiânia, o cenário se soma a um mercado aquecido: a capital goiana vendeu mais de 7,3 mil imóveis no primeiro semestre de 2026 e o estoque de unidades novas caiu. Setores como Marista, Bueno e Jardim Goiás concentram os valores mais altos, enquanto regiões como o Sudoeste lideram a valorização.
O que muda para locatário e proprietário
Para quem aluga, a recomendação prática é pesquisar antes de renovar: com o índice de referência em alta, reajustes anuais tendem a vir acima da inflação, e comparar o valor atual do contrato com o de anúncios semelhantes no bairro dá base real para negociar. Vale lembrar que o FipeZAP mede preços pedidos em novos contratos, não os reajustes dos contratos em vigor.
Para quem tem imóvel para alugar, o momento é dos mais favoráveis em anos. Demanda alta significa menos dias de vacância e mais poder de escolha na seleção do inquilino. E para quem pensa em vender em vez de alugar, a liquidez do mercado goianiense também ajuda: a Chave7 conecta o imóvel cadastrado gratuitamente a uma rede de corretores que atuam em Goiânia, com apresentação ativa a compradores — sem exclusividade e com o contato do proprietário protegido.
Perspectiva para o fim de 2026
A tendência de curto prazo é de pressão mantida. Enquanto o financiamento imobiliário não ficar mais acessível, o aluguel segue absorvendo a demanda represada. O último trimestre, tradicionalmente movimentado por mudanças de fim de ano, deve manter Goiânia entre as cidades de maior dinamismo no indicador.
Perguntas frequentes
Quanto subiu o aluguel em Goiânia em setembro de 2026?
Os preços anunciados de aluguel residencial em Goiânia subiram 1,15% em setembro, a maior alta mensal entre as 36 cidades pesquisadas pelo Índice FipeZAP.
O FipeZAP mede o reajuste do meu contrato de aluguel?
Não. O índice acompanha os preços pedidos em anúncios de novos contratos de locação em apartamentos prontos. Reajustes de contratos vigentes seguem o índice pactuado em contrato, como IPCA ou IGP-M.
Vale mais alugar ou vender um imóvel em Goiânia agora?
Depende do objetivo: o aluguel está em alta, com baixa vacância, o que favorece a renda mensal. Já a venda se beneficia da liquidez recorde do mercado goianiense. Na Chave7, o proprietário cadastra grátis e testa a demanda com a rede de corretores da cidade.

