Uberlândia

Selic a 13,75%: o que o novo corte muda para o mercado imobiliário de Uberlândia no fim de 2026

O Copom reduziu a Selic para 13,75% em 16/9 e o Focus projeta 10,50% até 2028. Entenda o efeito no financiamento, no aluguel e nas vendas em Uberlândia nos últimos meses de 2026.

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Prédios residenciais de Uberlândia vistos entre a arborização da cidade

Copom corta, e o mercado respira

O Comitê de Política Monetária reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano na reunião de 16 de setembro de 2026, o segundo corte consecutivo do ciclo. O Boletim Focus já projeta a taxa em 10,50% ao ano até o fim de 2028, segundo reportagem de O Globo. Para quem acompanha o mercado imobiliário de Uberlândia, a notícia muda o tom da conversa: depois de dois anos de juros altos travando financiamentos, a curva começou a virar.

O efeito não é imediato nem automático. As taxas dos créditos imobiliários seguem na faixa de 11% a 12% ao ano na maioria dos bancos, e a repasse dos cortes costuma levar meses. Mas o sinal importa. Análise do Regionalzão aponta que a combinação de Selic em queda com a definição do cenário eleitoral em outubro pode aquecer a praça nos últimos meses de 2026 — exatamente a janela em que construtoras tradicionais da cidade concentram lançamentos.

O que muda na prática em Uberlândia

Uberlândia chega a esse ciclo com um estoque alto e um comprador mais seletivo, como mostram os dados do segundo trimestre: vendas subiram 48%, mas o estoque segue elevado. Com juros caindo, três movimentos tendem a ganhar força:

  • Compradores que estavam no aluguel voltam a fazer contas. Cada 0,25 ponto a menos na Selic reduz a parcela de um financiamento de R$ 400 mil em algo próximo de R$ 60 a R$ 80 por mês, dependendo do prazo e do sistema de amortização.
  • O investidor de renda compara novamente. Com aluguel residencial acumulando alta de quase 6% em 2026 na cidade, o rendimento do aluguel passa a competir melhor com a renda fixa, que perde atratividade a cada corte.
  • Construtoras aceleram o cronograma do 4º trimestre. Crédito mais barato no horizonte é o argumento que faltava para tirar do papel lançamentos que aguardavam janela.

Para o proprietário, o recado é de preparação

Quem tem imóvel para vender em Uberlândia não deve esperar uma explosão de demanda de um mês para o outro. O ciclo de juros age por acumulação, e o mercado local puniu nos últimos dois anos quem precificou acima da realidade. O vendedor que se antecipar — documentação em dia, preço calibrado pela mediana do bairro (R$ 5.600/m² na cidade, segundo o índice AicaPitei de setembro) e imóvel apresentável — sai na frente quando a procura engrossar.

Na Chave7, o proprietário cadastra o imóvel gratuitamente e o coloca diante de centenas de corretores que trabalham ativamente a base de Uberlândia e Goiânia. Em vez de esperar o comprador aparecer, o imóvel é levado a quem procura. Quando a demanda acelerar com os juros mais baixos, estar dentro da rede faz diferença.

Perguntas frequentes

A queda da Selic já barateia o financiamento imobiliário?

Ainda não de forma significativa. Os bancos repassam os cortes com defasagem, e as taxas de financiamento seguem entre 11% e 12% ao ano na maior parte das instituições. A tendência de queda, porém, já está dada.

Vale a pena comprar imóvel em Uberlândia agora?

Para quem compra com financiamento, o momento favorece a negociação: estoque alto dá margem para pedir desconto, e quem fecha agora pode renegociar a taxa quando os juros caírem mais.

O aluguel deve subir com a Selic caindo?

Não necessariamente. O aluguel em Uberlândia já acumula alta de quase 6% em 2026, puxado pela demanda. Se parte dos inquilinos migrar para a compra, o ritmo de reajuste tende a desacelerar.