Selic a 13,75%: o que a primeira queda dos juros muda para quem quer comprar imóvel em Uberlândia
O Copom cortou a Selic para 13,75% em setembro de 2026 e o mercado já projeta novas quedas. Entenda o que muda no crédito imobiliário e por que Uberlândia entra no radar de quem esperava o momento certo para comprar.

A virada do ciclo de juros chegou
Depois de um longo período de aperto monetário, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduziu a taxa Selic para 13,75% ao ano na reunião de 16 de setembro de 2026. Mais do que o corte em si, o que anima o mercado é a trajetória: o Boletim Focus já projeta a taxa em 10,50% ao final de 2028, segundo levantamento publicado pelo Jornal Correio de Uberlândia.
Para quem acompanha o mercado imobiliário, a mensagem é clara: o ciclo de queda de juros começou, e ele historicamente redefine o comportamento de compradores, vendedores e construtoras.
O que a Selic tem a ver com o seu financiamento
A Selic é a taxa básica de juros da economia e serve de referência para todo o crédito do país — inclusive o imobiliário. Quando ela cai, os efeitos aparecem em três frentes:
- Prestações mais baixas: os juros do financiamento tendem a recuar, reduzindo o valor da parcela mensal para o mesmo imóvel.
- Mais renda comprometida aprovada: com parcelas menores, famílias que estavam no limite da aprovação voltam a caber nas regras dos bancos.
- Crédito mais competitivo: bancos disputam clientes com taxas diferenciadas, especialmente no segmento de médio e alto padrão.
Na prática, uma queda de 1 ponto percentual na taxa do financiamento pode representar dezenas de milhares de reais de economia ao longo de um contrato de 30 anos.
Por que Uberlândia sente esse movimento com força
Uberlândia consolidou-se como a terceira praça imobiliária de Minas Gerais e vive um momento singular: estoque diversificado, lançamentos em bairros como Saraiva, Tibery e Laranjeiras, e uma demanda que mistura famílias, estudantes e investidores do agronegócio.
Com os juros em trajetória de queda, três perfis tendem a sair da inércia:
- Quem estava esperando o crédito baratear para sair do aluguel;
- Investidores que buscam imóveis para renda, aproveitando o aluguel em alta na cidade;
- Proprietários que adiaram a venda e agora encontram compradores com mais fôlego de financiamento.
O efeito não é imediato — os bancos repassam a queda aos poucos —, mas o histórico mostra que quem se posiciona no início do ciclo costuma negociar em condições melhores do que quem espera a euforia.
O que fazer agora, na prática
Para o comprador, o momento é de se organizar: simular financiamentos em mais de um banco, separar a documentação e acompanhar de perto as novas condições de crédito a cada reunião do Copom. Quem tem entrada guardada ganha poder de negociação em um mercado ainda com bom estoque.
Para o proprietário, a janela também é favorável: mais compradores habilitados ao crédito significa mais gente batendo à porta. A diferença entre vender rápido e ficar meses anunciando está em colocar o imóvel onde os compradores — e os corretores — realmente estão.
Na Chave7, o proprietário cadastra o imóvel gratuitamente e ele passa a ser trabalhado ativamente por centenas de corretores de Uberlândia. Em vez de esperar o interessado aparecer, o imóvel vai até quem vende. Cadastre seu imóvel grátis e aproveite o novo ciclo do mercado.
Perguntas frequentes
A queda da Selic já barateia o financiamento imobiliário?
Sim, mas de forma gradual. Os bancos ajustam as taxas nas semanas seguintes ao corte, e a tendência se consolida conforme novas reduções são confirmadas pelo Copom.
Vale mais a pena comprar agora ou esperar a Selic cair mais?
Depende do seu momento financeiro. Quem espera o fundo dos juros pode encontrar preços mais altos e mais concorrência. Comprar no início do ciclo costuma equilibrar taxa e poder de negociação.
O mercado de Uberlândia ainda tem imóveis disponíveis?
Sim. A base da Chave7 reúne milhares de imóveis na cidade, com centenas de opções ativas neste momento, do compacto ao alto padrão.
