Goiânia

Venda de lotes sobe 18% em Goiânia no 2º trimestre de 2026 — mesmo com menos lançamentos

Levantamento da Ademi-GO mostra alta de 18% nas vendas de lotes em Goiânia e região no 2º trimestre de 2026, mesmo com retração nos lançamentos. Veja o que está por trás do boom do mercado horizontal.

3 min de leitura

Vendas de lotes sobem 18% mesmo com menos lançamentos

O mercado imobiliário horizontal de Goiânia e região metropolitana registrou alta de 18% nas vendas no segundo trimestre de 2026, mesmo com a redução no número de lançamentos de novos loteamentos. Os dados são de levantamento da Ademi-GO divulgado pelo Jornal Opção.

O contraste chama atenção: enquanto o vertical passa por um momento mais seletivo, o comprador goiano migrou com força para os loteamentos fechados e os condomínios de casas — fatia do mercado que concentra famílias em busca de espaço, segurança e um custo por metro quadrado mais baixo que o dos bairros verticais tradicionais.

Por que o lote virou o queridinho de 2026

Três fatores explicam o movimento:

  1. Preço de entrada menor. Comprar o lote e construir aos poucos dilui o esforço financeiro e escapa das parcelas altas dos apartamentos na planta.
  2. Estilo de vida pós-pandemia consolidado. A demanda por quintal, home office e área de lazer própria não arrefeceu — pelo contrário, virou prioridade definitiva para boa parte das famílias.
  3. Oferta qualificada na região metropolitana. Municípios como Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade receberam loteamentos com infraestrutura completa, diminuindo a distância — inclusive psicológica — em relação à capital.

O que a retração nos lançamentos revela

A queda no número de novos empreendimentos horizontais lançados não é sinal de fraqueza: é sinal de digestão. As incorporadoras estão vendendo o estoque dos loteamentos abertos em 2024 e 2025 antes de abrir novas fases. Na prática, isso cria uma janela interessante para o comprador: há produto disponível, variedade de localização e incorporadoras dispostas a negociar condições para acelerar o giro.

Para quem tem terreno ou casa em condomínio horizontal e pensa em vender, o recado é oposto: o estoque parou de crescer, a demanda segue firme e o preço tende a se firmar. É um bom momento para colocar o imóvel no mercado com a estratégia certa.

O corretor no centro da jogada

Lote e casa em condomínio são produtos de venda consultiva: o comprador quer entender zoneamento, prazo de escritura, taxa de condomínio e potencial de valorização da região. Quem domina esses detalhes fecha mais rápido.

É aí que entra a distribuição ativa. Na Chave7, o corretor acessa uma base com mais de 8.400 imóveis entre Uberlândia e Goiânia — 2.595 ativos agora — e encontra opções para apresentar ao cliente sem depender só da prospecção tradicional. Para imobiliárias que querem dar esse alcance a toda a equipe, a conversa é com o time comercial.

Perguntas frequentes

Vale mais a pena comprar lote ou apartamento em Goiânia em 2026?

Depende do perfil: o lote tem entrada menor e liberdade para construir no seu ritmo, mas exige paciência com prazos de infraestrutura. O apartamento entrega comodidade imediata. O dado de 18% de alta nas vendas de lotes mostra que muita gente está escolhendo a primeira opção.

Quais regiões concentram os loteamentos em alta?

A região metropolitana de Goiânia lidera, com destaque para Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Trindade, além de condomínios horizontais na saída para Brasília e no eixo sul da capital.

A retração nos lançamentos de lotes é mau sinal?

Não necessariamente. Com vendas subindo 18% e menos produto novo entrando, o estoque existente está sendo absorvido — cenário que costuma preceder novos lançamentos em condições melhores para as incorporadoras.